DIdi Krepinsk

Reserve Aqui05/10/2016

 

O Instituto Inhotim abriga um complexo museológico exposto ao ar livre que liga a sociedade à arte e natureza em perfeita harmonia. Isto porque Inhotim oferece aos seus visitantes uma rara oportunidade de explorar a arte contemporânea em larga escala, enquanto se reconecta com a natureza. O espectador é convidado a percorrer jardins, paisagens de florestas, perdendo-se entre lagos, trilhas, montanhas e vales, estabelecendo uma vivência ativa do espaço. É o maior museu a céu aberto do mundo, com uma área de 110 hectares, maior até que o Museu Hakone no Japão!

O centro, que fica em Brumadinho, MG, foi fundado pelo ex-magnata da mineração Bernardo Paz. Na década de 1980 Paz começou a comprar o terreno em volta da sua fazenda quando desenvolvedores estavam ameaçando destruir a paisagem natural. A fazenda de Paz tinha sido nomeada por moradores “Senhor Tim” ou “Nhô Tim” (em dialeto mineiro), em homenagem ao ex-proprietário, um engenheiro britânico. Paz logo converteu o então rancho de 3.000 alqueires em um jardim botânico de 5 mil alqueires, projetado por seu amigo, o falecido paisagista Roberto Burle Marx. O projeto começou quando o artista brasileiro contemporâneo Tunga persuadiu Paz a colecionar arte contemporânea.  Eventualmente, Paz permitiu que artistas utilizassem todo o espaço e os recursos necessários para criar obras maiores do que a vida. Em 2006 o jardim abriu ao público.

Hoje o Inhotim possui 23 pavilhões e galerias de arte que incluem mais de 500 obras de renomados artistas brasileiros e internacionais, como Hélio Oiticica, Yayoi Kusama, Anish Kapoor, Cildo Meireles e Vik Muniz. Um dos pavilhões é dedicado à ex-mulher de Paz, a artista brasileira Adriana Varejão. Na minha opinião, é um dos pavilhões mais bonitos! Novos projetos são inaugurados periodicamente, fazendo do Inhotim um lugar em contínua transformação. Portanto, se você se deparar com uma galeria fechada não fique chateado, é normal.

Inhotim é a única instituição brasileira que exibe constantemente um acervo de excelência internacional de arte contemporânea. Há inclusive obras criadas especialmente para a coleção do Instituto, que se fundem com as características naturais do lugar, chamadas de instalações site-specific. Em 2010, o Instituto Inhotim recebeu a chancela de Jardim Botânico, atribuída pela Comissão Nacional de Jardins Botânicos (CNBJ), e, desde então, integra a Rede Brasileira de Jardins Botânicos (RNJB), e começou um inventário das 4500 espécies de plantas encontradas, das quais 1300 são apenas de palma. As plantas excepcionalmente raras ficam dentro de estufas especiais, longe do público. Os jardins do Inhotim são singulares, com uma beleza rara e um paisagismo que explora toda as possibilidades estéticas da coleção botânica.

 

DICAS PARA SUA VISITA:

 

  • O Instituto abre de terça à domingo às 9h30, e fecha às 16h30. Nos finais de semana e feriados o museu fecha às 17h30.
  • Brumadinho fica a apenas 60km de Belo Horizonte então dá pra chegar tranquilamente de carro e fazer um bate-volta. Alugamos um carro na Localiza no aeroporto de Confins e dirigimos direto para o Instituto. Demoramos 1h30 para chegar porque Confins fica do outro lado da cidade! No domingo, quando saímos do hotel, demoramos apenas 50 minutos.
  • Brumadinho tem algumas pousadas/hotéis e geralmente é recomendado ficar nesses, mas eu preferi ficar em BH mesmo, pois achei as pousadas “ok”. Em Belo Horizonte me hospedei no Radisson Blu. O quarto era ótimo, super limpinho e moderno, e o buffet do café da manhã incrível! Estão construindo um hotel boutique dentro de Inhotim com previsão de entrega no final de 2017. Aí sim vai valer a pena ficar lá! Os quartos serão todos bangalôs!
  • Reserve pelo menos dois dias INTEIROS para visitar o Instituto. O parque é IMENSO e em um dia você vai se frustrar por não ter conhecido metade! Eu consegui ver tudo em um dia e meio e foi BEM cansativo, num ritmo super puxado. Quero voltar novamente, mas dessa vez com calma, numa visita guiada das obras que mais gostei.
  • Verifique a previsão do tempo – o parque num dia ensolarado é outra coisa!!
  • Eles vendem pacotes de ingresso para a entrada. Compre logo o passe de dois dias que sai mais barato do que individualmente. Ahh importante: eles só aceitam um cartão de crédito na hora de pagar os ingressos…nada de dividir e passar em vários.
  • Faça tudo que conseguir a pé no primeiro dia. No segundo dia quando estiver mais cansado, use o transporte de carrinho de elétrico. Esse transporte é pago – custa R$ 25, mas vale a pena! O parque é enorme e cheio de subidas. Você também pode reservar um carrinho privado com motorista, custa R$ 480 e fica o dia inteiro à sua disposição, mas é necessário reservar com antecedência.
  • O parque tem dois restaurantes principais: o Tamboril e o Oiticica. Eu preferi o buffet do Tamboril e almocei lá os dois dias. Achei o Oiticica um pouco barulhento demais e parecia um “bandejão”! kkkk Caso esteja indo num feriado ou final de semana cheio, recomendo reservar o Tamboril. Apesar do mapa indicar lanchonetes pelo parque, elas não estão em funcionamento, pois aguardam nova concessão.
  • No site oficial do Instituto Inhotim você encontra todas as informações necessárias para planejar a sua viagem.
  • Meus favoritos no parque: a galeria Adriana Varejão (cartão postal do parque), a obra Ttéia 1c da Lygia Pape, o Magic Square colorido de Oiticica, e o Galpão da Cláudia Andujar com fotos de índios. O paisagismo de Burle Marx é realmente LINDO e não deixe de ver as orquídeas no Vandário!
  • No sábado a noite jantei no restaurante D’Artagnan, em Lourdes, e amei! Estava tudo de-li-ci-oso!!

 

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