DIdi Krepinsk

Reserve Aqui27/06/2019

Semana passada eu risquei mais um destino do meu #bucketlist – fui conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses! Como vocês podem ter percebido, esse ano eu resolvi viajar bastante pelo Brasil e estou adorando ver tanta beleza nesse país. É impressionante a diversidade que podemos encontrar por aqui. Como a minha experiência em Fernando de Noronha não foi das melhores, eu confesso que estava com um pé atrás com essa viagem, pois já tinha ouvido dizer que era bem rústico, mas pelo menos fui com expectativas zero. Mesmo assim, posso dizer que os Lençóis superaram todas as minhas expectativas! Eu amei conhecer esse lugar de beleza ímpar! Eu já viajei muito e também pesquiso muito e eu confesso que nunca vi um lugar assim na minha vida! Esse é um dos lugares que todo mundo deveria conhecer uma vez na vida, especialmente se você mora no Brasil!

Eu sempre me sinto um pouco envergonhada quando converso com gringos e digo que sou do Brasil e eles respondem cuspindo um monte de destinos que eu sequer pisei mesmo morando aqui. Por isso resolvi desbravar um pouco mais do Brasil em 2019 e espero que vocês estejam gostando! Sim, o turismo no Brasil tem muito o que melhorar, e depois de Noronha, eu tinha ficado um pouco desmotivada, mas eu amei e recomendo muito os Lençóis! E sabe qual é a melhor parte? Não existe turismo em massa! Esse “pequeno” paraíso é super preservado e ainda pouco explorado – espero que continue assim! Nenhuma paisagem do mundo se compara aos Lençóis – só isso já é motivo suficiente para visitar a região. Mas, independente de ser um cenário único, a imensidão e a pura beleza conquistam. Basta assistir a um pôr do sol no alto das dunas – não será difícil cair de amores pelo destino. Acontece com todo o mundo. Não tem como! Segue então um relato dos meus dias nos Lençóis e todas as dicas e informações pertinentes para ajudar vocês a montarem essa viagem.

Eu li em algum lugar que era impossível não se emocionar ao chegar no topo da paisagem e ver a imensidão dos Lençóis Maranhenses e lembro de ter achado essa colocação um pouco exagerada, mas eu paguei a minha língua, porque eu perdi a conta de quantas vezes as palavras “wow” e “meu deus” saíram da minha boca durante a viagem. Realmente é impossível não se emocionar com essa paisagem paradisíaca que é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. São dunas intermináveis de areia fina e branca em meio a lagoas de água doce – um cenário realmente único. São milhares e milhares de lagoas, em tons de azul e verde. Eu já estive no Deserto do Saara, no Marrocos, então foi interessante comparar as diferenças –  a areia aqui é firme então é tranquilo de andar nas dunas e a areia não esquenta – talvez seja pelo vento constante que faz com que as dunas estejam em constante movimento. Reparei nisso porque essa era uma das nossas preocupações quando começamos a planejar a nossa viagem – a dificuldade de locomoção pelas dunas. No início não queríamos levar o meu pai (coitado hahaha) porque achamos que demandaria muito esforço, mas no fim das contas achamos bem tranquilo. Além disso, as jardineiras 4×4 deixam você na boca das lagoas, então se isso for um deal breaker para você, saiba que não é um problema. Pode ir tranquilo.  Recebi também algumas perguntas sobre levar crianças – sim, é possível, mas eu pessoalmente não recomendaria. Os passeios são longos e acabam ficando cansativos e não acho que seja um programa “divertido” para elas. Algumas pessoas me responderam que já levaram os filhos e amaram, mas a sugestão é ficar em Barreirinhas que talvez tenha mais estrutura e atividades para eles. Se você pretende se hospedar em Atins, eu definitivamente não levaria eles.

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses fica localizado no noroeste do Maranhão, a cerca de 250 km da capital de São Luís. O Parque atrai turistas do mundo todo e não se espante ao escutar bastante francês e italiano – eles parecem ser os principais turistas da região. O Parque ocupa uma área de 155 mil hectares e é considerado o maior parque de dunas do Brasil. A área protegida é enorme, porém a região dos Lençóis Maranhenses é ainda maior que o Parque Nacional. Existe, por exemplo, a região conhecida como os Pequenos Lençóis Maranhenses, que não faz parte do Parque Nacional, mas não deixa de ser uma Área de Proteção Ambiental. A vantagem é que fora do Parque existem menos restrições então o passeio de quadriciclo é feito lá.

O Parque é tão grande que dizem que leva três dias para atravessar o parque a pé para vocês terem ideia! E o número de lagoas são incalculáveis! Perguntamos para vários locais e a resposta é unânime: muitas para contar! Na casa dos milhares! Todo mundo concorda que existem pelo menos 15 mil lagoas e todo ano esse número muda, então imagina! A única maneira de realmente ver todas é atravessando o parque a pé, porque o acesso das jardineiras é limitado devido às restrições ambientais. Eu não vi as lagoas mais clarinhas, da cor azul turquesa, mas mesmo assim vi lagoas lindíssimas. Eu não sei dizer o porque, se é da região que eu estava, se é época, mas eu imagino que muitas das fotos que vemos são tiradas por pessoas que cruzam o parque a pé e aí é loteria mesmo. Durante o sobrevoo eu vi várias lindas nesses tons mais azulados.

Quem visita os Lençóis conta com três bases principais para fazer os passeios pela região: Barreirinhas, Santo Amaro e Atins. Se você quiser ver o parque todo, o ideal é hospedar-se nas três. As distâncias são relativamente grandes então não é possível fazer os passeios das outras regiões. Por exemplo, não conseguimos fazer o passeio de boia no Rio Formiga. Nós escolhemos hospedar-se em Atins por dois motivos: a sua localização, na “boca” da entrada do Parque, e também pelo hotel La Ferme de Georges, que pelo que pesquisei e ouvi, era o melhor de todos! Como a ideia era conhecer o básico, não nos preocupamos em ficar nas outras regiões e optamos por fazer os passeios somente de Atins. Eu sinceramente não senti falta de nenhum outro e achei que foi ótimo! Indico! Atins é mais longe que Barreirinhas, mas vale o perrengue, porque você tem a vantagem de chegar antes que os outros nas lagoas (não que essas sejam lotadas). Quem fica em Barreirinhas precisa pegar um barco para ir ao Parque – leva 1 hora para ir e 1 hora para voltar…por isso escolhemos Atins. Supostamente as lagoas de Santo Amaro são as mais lindas, mas por causa do hotel, nem hesitamos. Talvez seja legal ficar mais 2 dias depois em Santo Amaro para poder explorá-las, mas achei que em quatro dias “ta visto”! Não senti a necessidade de mais dias! Já estava sonhando com a minha cama e meu banheiro livre de pererecas, não vou negar! Hahaha.

Com relação à melhor época para conhecer os Lençóis, eu diria que é na alta temporada que começou agora. A alta temporada vai de junho a agosto, logo após as chuvas, que é quando as lagoas estão cheias. Eu não recomendaria visitar o Parque fora dessa época para não se decepcionar. Não acho que é a mesma coisa ver as dunas com as lagoas secas e tampouco recomendaria ir no período de chuvas! Dependendo do ano, as lagoas ficam cheias até o final de setembro, mas o ideal é verificar isso antes de ir para garantir. Pegamos um tempo maravilhoso, sol e céu azul todos os dias! Estava bem calor, mas como venta muito na região, você nem sente. Pelo contrário – a brisa maravilhosa é super bem vinda e agradável. No entanto, capriche no protetor solar porque o sol é forte e você não vai sentir ele queimando até que seja tarde demais! Hahaha. A temperatura da água das lagoas também estava perfeita – refrescante na medida certa! Algumas mais frias que outras, mas sempre agradável.

Passada as informações iniciais, vamos agora ao breakdown dos meus dias e meu itinerário nos Lençóis. Quem montou nosso itinerário e organizou todos os passeios e transporte foi a empresa de receptivo local chamada Natur Turismo. Lógico que eu dei os meus pitacos (não me aguento) e pedir para fazer algumas modificações, mas no final fiquei bem satisfeita com o itinerário. O que eu faria diferente? Acho que teria voado de São Luís para Barreirinhas na ida também para diminuir o tempo de viagem. Mas apenas isso.

DAY 1

A saga começou cedo! Kkk. Saímos de casa às 5h45 para o aeroporto de Guarulhos. Pegamos um voo da LATAM para São Luís que durou cerca de 3 horas – eu achei que era mais longe! A ida passou rápido, mas também porque eu baixei praticamente o Netflix inteiro no meu iPad! Hahaha. Chegamos em São Luís por volta das 11h30 e fomos recepcionados pelo Patrick, o motorista que iria nos levar até Barreirinhas de van. Antes de sair em direção de Barreirinhas, paramos para almoçar no restaurante Cabana do Sol. Pelo o que eu entendi, existem duas unidades na cidade e nós fomos na da praia – “Cabana do Sol Beach”. O restaurante não foi nada memorável – comida bem OK e porções enormes…com certeza existem melhores! Após o almoço seguimos então numa van privativa com ar condicionado (o nosso grupo de amigos era de 8 pessoas) por 4 longas horas. A viagem parecia interminável! A estrada é MUITO desburacada, então o motorista não podia ir tão rápido e tinha que ficar desviando dos buracos. Achei bem perigoso para falar a verdade.

Chegamos em Barreirinhas às 18h30 e já estava escuro! Como a gente optou por se hospedar em Atins, ainda tivemos que enfrentar um percurso de barco por mais 1 hora – detalhe, navegando totalmente no escuro pelo rio!  Saímos do porto de Barreirinhas às 19h e estava o maior breu! Por um minuto ficamos preocupados, mas a noite estava tão bonita que compensou! O céu estava absurdamente estrelado- aliás, foi um dos céus mais bonitos que eu já vi nos últimos tempos, e o rio parecia um espelho então ele refletia as estrelas na água…coisa mais linda! Navegando no escuro deu uma sensação incrível de paz! Foi realmente delicioso e com o ventinho na cara. São 46 km de barco até Atins. Existe um atalho por um pequeno canal que diminui o trajeto no Rio Preguiças em 5 km. Uma curiosidade: vocês sabem porque o rio se chama Rio Preguiças? O nome foi dado em homenagem aos bichos preguiças que habitavam a região antigamente. Achei fofo!

Chegamos em Atins por volta das 20h, na maior escuridão e não tinha ninguém esperando a gente na praia! Tivemos que descer descalços do barco e pisar dentro do rio então aqui vai uma dica valiosa: vá de shorts e havaianas para não se molhar na chegada em Atins! Eu já tinha lido isso algum lugar e fiquei feliz em estar com as vestimentas corretas kkk. Aliás – tirando os aquasocks que foram necessários para dirigir o quadriciclo, eu só usei havaianas. Você não precisa levar nenhum outro sapato! O nosso capitão conseguiu pegar sinal e ligar para o motorista da jardineira que deveria estar nos esperando na praia e graças a deus, uns 10 minutos depois ele apareceu. Foi cena de filme mesmo kkk. Vocês não imaginam o desespero de finalmente chegar em Atins depois de 14 horas viajando e não encontrar a pessoa responsável. A gente estava totalmente às cegas no escuro! Depois foi engraçado, lógico! Até brincamos que nessa viagem utilizamos quase todos os tipos de meios de transporte hahaha – avião, carro, barco, quadriciclo, cavalo, jardineira…kkkk.  O bom de Atins é que o vilarejo é micro então em 5 minutos estávamos no hotel. A estrutura da cidade é nula – as ruas são dunas de areia e é tudo muito simples e mega roots. É realmente no meio do nada.

Nos hospedamos por 4 noites no hotel La Ferme de Georges. A pousada pertence a um francês – sempre me impressiono com a quantidade de Europeus que se apaixonam pelo Nordeste e se mudam! Uma vez no hotel, fomos recebidos pela Fernanda e a Emanuelle que basicamente cuidam de tudo. Elas foram super fofas e atenciosas, e atenderam a todos os nossos pedidos. O Ipa e a Nema são os dálmatas residentes – “Ipanema”! Kkk. Chegamos exaustos e famintos, então fomos direto jantar e tomar um welcome drink! A comida no hotel é muito boa, o pão especialmente. A cocada também é uma delícia. Comemos super bem e depois fomos conhecer os quartos. A pousada é pequena e possui poucos quartos, mas é super em ordem e ajeitada. O terreno é dividido em duas partes: de um lado tem a área comum com o restaurante, a piscina, a horta e o jardim, além de um dos quartos. Do outro apenas quartos e uma área chamada “fórum” com sofás e Wi-Fi. Falando em Wi-Fi, a pousada tem uma conexão boa, mas temperamental – às vezes funciona e às vezes não. O 3G pegou em raríssimas ocasiões em Atins então não conte com isso! Ele pegava num local estratégico do restaurante do hotel e só! O bom é que você aproveita para fazer um detox digital! Kkk. No primeiro dia o Wi-Fi não pegava de jeito nenhum, mas depois funcionou.

Os quartos da pousada são amplos, mas não tem ar condicionado e eles não são 100% vedados. Ou seja, o teto é um pouco aberto e as persianas de madeira não fecham por completo – não tem vidro e não tem uma espécie de telinha para impedir bichos de entrarem. Idem para o banheiro. A consequência disso é que os insetos fazem a festa! Eu sou sincera, vocês sabem disso, então preciso dizer que no hotel tem MUITA perereca. Para quem não sabe, pererecas são aqueles mini sapinhos. É super desagradável porque elas ficam pulando por todos os lados e entram em ralos, etc. Eu diria que essa foi a única parte ruim mesmo. Em relação ao calor e a falta do ar condicionado, até que tem bastante ventilador no quarto então não foi de todo ruim, mesmo não sendo ideal. Agora as pererecas me incomodaram muito e olha que eu ainda dei sorte no meu quarto – tive poucas visitas inesperadas! Hahahaha. Eu só fui ver uma perereca dentro do quarto no dia de ir embora mesmo, graças a deus, mas dentro do banheiro tinha todo dia! Eu entrava apreensiva e ficava com medo de olhar muito e procurar elas – vai que eu encontro! Hahaha. No quarto da minha mãe, uma saltou do ralo da pia, outra pulou na barriga da minha amiga dentro do chuveiro…credo! Hahahaha. Eu voltei ilesa – aleluia! Kkk. Mas então a minha dica é – se você não consegue imaginar essa situação ou tem fobia só de pensar, fique em Barreirinhas aonde existem pousadas com ar condicionado, mas saiba que você irá passar outros perrengues em compensação. Fora isso, o frigo bar sempre tinha água geladinha e o chuveiro era bom. Vale lembrar que essa é a melhor pousada de Atins! O lugar é roots, não tem como fugir disso!

DAY 2

No segundo dia saímos às 9h de jardineira 4×4 para o nosso primeiro passeio. Optamos por fazer o circuito das lagoas de Atins no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses logo no primeiro dia porque fomos lá pra isso não?! Kkk. Não sei os outros, mas eu pelo menos estava super curiosa para ver a paisagem ao vivo. No nosso primeiro itinerário, a Natur tinha colocado esse passeio no segundo dia e tinha incluído apenas um circuito de lagoas pela manhã. Eu pedi para trocar para o primeiro dia e acrescentar um outro circuito depois do almoço – chegaram a falar que seria cansativo, mas eu achei zero então super recomendo. No caminho passamos por vários bodes, jegues e bois! É muito engraçado – eles ficam totalmente soltos pela região. Antes de entrar no Parque Nacional paramos no Canto do Atins para reservar o restaurante do almoço. Existem apenas duas opções: o restaurante da Luzia e o restaurante do Sr Antonio. Os dois são bem simples e basicamente servem a mesma coisa – o camarão é super famoso e foi aprovado! Mas na hora de escolher achamos o restaurante do Sr Antonio muitooo mais simpático! Tem um redário lindo colorido – recomendo ir nele ao invés de na Luzia, mas como um é do lado do outro, você pode tirar a sua própria conclusão também. É importante reservar o almoço antes porque mesmo que você veja pouquíssimas pessoas dentro do Parque, só existem esses dois lugares perto, então no almoço todos os grupos se concentram ali e querem almoçar na mesma hora!

A nossa primeira parada uma vez dentro do Parque foi a Lagoa da Maria Vitória. Ela tem esse nome por causa das muitas mini vitórias régias que flutuam na lagoa. É super fofo! A paisagem é simplesmente espetacular – bem “wow” mesmo! Conte você também quantas vezes você vai se impressionar quando for! Hahaha. A melhor descrição que achei foi lindo maravilhoso, porque é isso que é! O meu favorito é quando tem num mesmo lugar as dunas com as ripinhas (marcas de areia), um paredão liso de areia, curvas e uma lagoa! O jogo de luz e os desenhos que a sombra das nuvens faz nas dunas também é maravilhoso! Dentro do Parque venta muito e como estamos num mar de dunas de areia, consequentemente, tem muita areia voando também. O óculos de sol ajuda a proteger. Na verdade eu achei impossível ficar sem óculos de sol durante o passeio porque o sol reflete muito nas dunas então a claridade é insuportável para olhos sensíveis, por exemplo. Mas fora isso, é tudo ótimo! É uma delícia descer os barrancos de areia fofinha para chegar nas lagoas. Como mencionei acima, a areia das dunas, além de firme, não é quente então da para andar descalço tranquilamente, e a temperatura da água nas lagoas é uma delícia. Gente e o tanto de bodinhos selvagens que tem passeando pelas dunas?! Eu amei isso! Fiquei muito tentada a abraçar um baby bode hahaha eu queria muito, mas pena que eles fogem! Kkk. A minha mãe conseguiu abraçar um jegue na praia no segundo dia! Hahaha.

A segunda parada do passeio era um cachoeira na praia, mas achamos muito mixuruca então pedimos para continuar o passeio e nem descemos. Não tem graça nenhuma comparado com as dunas. Então seguimos viagem para a Lagoa das Três Marias. Nadamos e exploramos as três lagoas e depois fomos para mais uma antes de parar para o almoço – a Lagoa das 7 Mulheres. Essa foi muito linda! É impressionante o tamanho das lagoas! Almoçamos então no restaurante do Sr Antonio. Estava tudo muito bom, adorei o feijão típico da região, bem gostosinho. Foi lá que eu provei a minha primeira caipi goiaba da vida e amei! Kkk. O meu pai e os amigos provaram a famosa Tiquira, cachaça local! Parece ser bem forte! Hahaha. O restaurante é muito simpático e depois ficamos ainda deitados nas redes relaxando antes de continuar o passeio – sempre bate aquela moleza pós almoço com drinks né?! Aliás, falando em drinks, é proibido levar bebida alcóolica dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Visitamos mais duas lagos e assistimos ao pôr do sol que é cedo por lá – 17h30 já está escuro! O dia rendeu muito! Depois voltamos para a nossa pousada e organizamos um happy hour (que também acabou virando jantar) no terraço do quarto de um dos casais do nosso grupo. Eles estavam no Tree Chalé que é uma graça e tem um espaço privado super delícia então pedimos para as meninas da pousada levarem vinho e comidinhas para lá. Foi ótimo! Estava exausta e capotei cedo! Aliás, todos os dias dormi super cedo nos Lençóis – não parece mas o sol etc cansa bastante!

DAY 3

No dia seguinte acordamos com calma, pois tínhamos a manhã livre. A única programação de dia era o passeio a cavalo no final do dia, então resolvemos conhecer a praia de Atins. A praia é bonita, mas não tem muita coisa. Não existem cadeiras na praia nem nada, tirando uma ou outra barraca. Chamamos uma jardineira “taxi” para nos levar à praia e nos deixar no Restaurante do Rico, que foi indicado pelo pessoal do hotel. Sem dúvida é o melhor local na praia e também a melhor comida da região! O Wi-Fi também era incrível kkk. Como tudo em Atins, o local é bem simples, mas super agradável. Pedimos um monte de aperitivos e drinks. Passamos a manhã toda e almoçamos por lá. Às 14h30 a jardineira voltou buscar a gente e voltamos para a pousada para nos trocar antes de começar o passeio a cavalo.

O passeio dos cavalos saiu às 15h da pousada mesmo e com certeza foi o highlight da viagem pra mim. É imperdível – não deixem de fazer!! A luminosidade do final do dia deixa a paisagem espetacular mais especial ainda. E estar a cavalo tem um certo charme também. Os cavalos são super mansinhos e andam bem. Fomos com três guias. O passeio durou cerca de 3 horas – achei isso legal porque é um passeio completo e não daqueles rápidos. Paramos numa das lagoas para descansar e nadar, e quem quis continuar andando a cavalo deu uma voltinha a mais. Também tivemos a oportunidade de galopar, o que foi uma delícia – fazia muito tempo que eu não montava então foi demais galopar nas dunas – sensação de liberdade!! Recomendo! Kkk. Mas não se preocupe se você não sabe ou não gosta de galopar – os cavalos costumam andar normalmente. Eu é que instiguei o meu! Hahaha. Paramos para ver o pôr do sol em uma das lagoas e tomar um champagne no sunset. Como eu mencionei acima, teoricamente não pode entrar no Parque com bebida alcoólica, mas os guias deram um jeito. Foi uma delícia. Mas vou deixar vocês tirarem as suas próprias conclusões sobre o passeio com as fotos abaixo! Visual mágico! Amei muito!

Voltamos para a pousada às 18h30. Não tivemos muito tempo para relaxar, pois tínhamos reservado o jantar na famosa pizzaria da cidade às 19h30. Aqui em Atins tudo acontece mais cedo mesmo, então tem que entrar no clima. A jardineira “taxi” nos buscou e deixou mais uma vez. Jantamos no restaurante “La Pizza” que pertence e é gerido por um italiano expatriado que chegou em Atins pela primeira vez 15 anos atrás. Como o próprio nome indica, a estrela da casa são as deliciosos pizzas. Tudo no restaurante é caseiro e feito diariamente – a massa da pizza, o pão e até os sorvetes! Dividimos três pizzas (elas são enormes) e de entrada pedimos duas bruschettas que estavam muito boas! Recomendo provar também os sorvetes – um melhor que o outro. O ambiente é super simpático, tudo servido em um jardim com mesas colocadas sob palmeiras iluminadas. Bem cool! Comemos super bem, mas comparado com os outros lugares, o restaurante é caro. Mas valeu a pena! A única reclamação seriam os bancos de madeira sem encosto que após quase 4 horas andando a cavalo, tava tudo dolorido! Hahahaha. Eu fiquei quebrada e a gripe não ajudou! Capotei antes das 22h!

DAY 4

No quarto dia fizemos o passeio de quadriciclo por Caburé e os Pequenos Lençóis Maranhenses. Acordamos cedo e às 9h saímos de barco até Caburé. O trajeto durou cerca de 15 minutos. Uma vez em Caburé, conhecemos os nossos dois guias – o Márcio e o Wanderson – e começamos o passeio de quadri. Gostamos muito também e recomendo super. Dentro do Parque Nacional é proibido andar de quadriciclo então só é possível fazer o passeio pelas dunas nessa região conhecida como os Pequenos Lençói. Por ser uma Área de Proteção Ambiental, as regras são menos rígidas do que no Parque. O passeio foi super completo também e durou 3 horas. Paramos em duas lagoas durante todo o trajeto e terminamos de volta em Caburé para almoçar. Na primeira lagoa fizemos uma pausa rápida para nadar e se refrescar, e na segunda já foi mais divertido porque tinha uma tirolesa e ski bunda! A segunda lagoa também tinha uma pequena barraca de apoio aonde você pode comprar cerveja e água de côco. Foi bem legal! Eu obviamente fui na tirolesa – adoramos inventar! Hahaha. Durante o passeio passamos por dunas de areia, pântanos e uma usina eólica. O mais legal foi encontrar todos os animais soltos por lá, assim como no Parque – burricos, bodinhos, bois, etc. No final do passeio almoçamos no restaurante Paturi, que estava OK, mas nada demais, e depois pegamos o barco de volta para Atins e o nosso hotel.

Aproveitamos para relaxar um pouco no hotel e apesar de ter a tarde livre no itinerário, resolvemos ir ver a revoada dos guarás no pôr do sol. O passeio começou às 16h30 quando saímos do hotel e fomos até o porto de Atins para pegar um barquinho novamente. Andamos por cerca de 10 minutos até chegar na confluência entre o Rio Preguiças e o Oceano. A maré estava super baixa então tivemos que descer um pouco antes e caminhar um pouco até o ponto ideal para avistar a chegada dos guarás. O guará é um pássaro que tem a plumagem bem vermelha (um vermelho vivo), vive em mangues e no fim do dia migram para dormirem. Então todo dia durante o pôr do sol é possível ver essa “migração” conhecida como a revoada dos guarás. Eles costumam voar em bandos, proporcionando um belo espetáculo da natureza.

No entanto, assim como tudo que envolve a natureza, é uma loteria – pode ser que você vá num dia e veja milhares voando juntos ou pode ser que você veja apenas pequenos bandos de 5. Tudo depende! Este é um passeio puramente contemplativo aonde você precisa ficar sentado e quietinho esperando. No total contamos um total de quase 100 guarás, mas infelizmente não vimos esse espetáculo todo…eles foram passando aos poucos, num longo intervalo de tempo e em pequenos grupos de 5, então não foi nada “wow”! Achei meio chato para ser sincera. Então eu diria que esse é um passeio dispensável. Se você tiver tempo e estiver à toa, vale a pena ir, vai que você dá sorte, mas ele não é imperdível. Foi bonito ver os guarás, porque a cor deles é realmente muito viva, mas não foi nada majestoso vamos dizer. Voltamos para a pousada às 18h e por lá ficamos – fizemos happy hour no tree chalé novamente e jantamos na pousada, curtindo a nossa última noite.

DAY 5

No nosso quinto e último dia, começamos a saga de volta cedo! Kkk. Claro que tinha que ser com emoção né?! Hahaha. Saímos do hotel às 8h e a jardineira que estava nos levando até o porto de Atins enguiçou! Hahaha. Ainda bem que uns 10 minutos depois chegou outra para dar assistência e transferimos de jardineira. Pegamos o mesmo barco de todos os dias e fizemos o passeio do Rio Preguiças. Passamos pelo Farol de Mandacaru e fomos indo devagarzinho ouvindo as explicações do comandante sobre a vegetação, etc. Normalmente você pode descer e subir no topo do Farol, mas atualmente ele está em reforma então apenas passamos na frente de barco. O Alan nos explicou que o Rio Preguiças possui três tipos de água: a salgada, a salobra e a doce. Em Barreirinhas, por exemplo, o rio é feito somente de água doce. Em Atins tem água salgada porque é onde o rio desemboca no mar. E com isso a vegetação às margens do rio também muda. Por exemplo, em Atins a maior parte da vegetação é o mangue vermelho, enquanto em Barreirinhas nós vemos palmeiras, árvores de buriti, açaí e outros frutos da região.

Fizemos uma parada em Vassouras para ver os macacos! Achei demais! Como eles são destemidos e safados! Espertos, eles conseguem abrir o zíper da mochila então tome cuidado ao descer do barco e fique de olho! Eles pulam em cima de você e vão direto na mochila ou sacola, por exemplo. Vi alguns fazendo isso enquanto eu estava lá. A minha recomendação é deixar a bolsa ou a mochila no barco mesmo, para evitar esse tipo de problema! Mas fora isso eles são fofos! Eu sou um pouco traumatizada com macacos desde que um deles fez xixi em mim em Marrakech, no Marrocos! Hahahaha. Então quando um dos macacos resolveu subir em mim eu fiquei meio tensa, como vocês podem perceber nas fotos abaixo! Hahahahaha.

Chegamos em Barreirinhas por volta das 10h30 e tivemos que fazer hora até 12h30, quando vieram nos buscar no centrinho e nos levar para o aeroporto. Isso foi mal planejamento da parte da empresa de receptivo, porque como íamos fazer o sobrevoo e aproveitar e já voar para São Luís ao invés de seguir de carro, o certo teria sido sair mais tarde com calma para não ter que fazer hora em Barreirinhas – que não tem nada diga-se de passagem. Como as malas seguiram de carro, ao invés de fazer duas viagens (uma para as malas mais cedo e outra para buscar a gente depois), eles fizeram a gente sair cedo para dar tempo das malas chegarem em São Luís, mas aí acaba tirando todo o propósito de voar né?! Reclamos disso depois com a Natur, então pense nisso também na hora de montar a sua logística – é importante!

O último passeio da viagem foi o sobrevoo dos Lençóis Maranheneses. Já tinham me falado muito e eu também tinha lido a respeito e realmente é tudo isso – é imperdível! Ver de cima todas aquelas lagoas é incrível, porque você realmente entende a dimensão do Parque. É simplesmente enorme! E você também entende o porquê do nome “Lençóis Maranhenses”. Para quem não sabe, o nome foi dado porque de cima, parece um lençol amassado! O sobrevoo do Parque em si dura cerca de 20/25 minutos, mas como continuamos para São Luís, foram cerca de 50 minutos de voo. A aeronave é um monomotor de 4 lugares, e tirando o ocorrido com a minha porta que foi totalmente inaceitável, foi tudo tranquilo. Reclamamos com os pilotos e com as empresas e eles pediram milhares de desculpas. Eu até brinquei com minha mãe que eu agora estava pronta para o paraquedismo, para o horror dela! Hahaha. Ainda bem que eu não tenho medo de avião, porque de fato foi uma situação atípica que muitos teriam ficado aterrorizados. Recomendo pesquisar sobre a aeronave antes do voo solicitando o prefixo dela. Mas enfim, foi isso! O sobrevoo foi lindo maravilhoso e pousamos direto no aeroporto de São Luís, aonde então conectamos para São Paulo.

Eu amei a viagem e mesmo sendo longe, recomendo muito! Não deixem de ir! Como a alta temporada dura pouco, recomendo reservar com bastante antecedência para garantir uma pousada legal! Em Atins eu recomendaria somente a La Ferme de Georges, e em Barreirinhas todo mundo me falou do Porto Preguiças, então fica a dica para vocês! Espero que tenham gostado!

O QUE LEVAR

  • Câmera fotográfica
  • Bolsa para proteção da câmera contra a areia
  • Protetor solar e protetor labial
  • Roupas com proteção contra raios solares, óculos de sol e boné ou chapéu
  • Repelente contra insetos (Tirando as pererecas não tinha outros insetos e nem mosquitos…levamos repelente mas confesso que usamos muito pouco, mas é sempre bom ter!)
  • Medicamentos de uso pessoal (as farmácias não oferecem uma grande variedade de produtos)
  • Mochila para a viagem e para os passeios (evite mala de rodinha ou mala rígida)
  • Chinelos/Havaianas
  • Carregador externo de bateria para celular (não há onde carregar o celular durante os passeios)
  • Aquasocks
  • Capinha de pescoço para iPhone

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