DIdi Krepinsk

Reserve Aqui 04/04/2017

A VIAGEM

DATAS: 17-20 de março 2017

NÚMERO DE NOITES: 3

HOTEL: The Norman

DISTÂNCIA TOTAL CAMINHADA: 27,2 km

TOTAL DE PASSOS: 39,968

O VOO

Não existe voo direto do Brasil para Israel, portanto você sempre terá que fazer uma conexão. No meu caso, conectei no aeroporto de Madrid. Importante frisar: pegue uma conexão de PELO MENOS três horas se você voar de El Al! A companhia aérea Israelita tem um processo UBER rigoroso de segurança como nunca vi antes! Nem pense em pegar uma conexão mais curta, pois você vai correr grandes chances de não embarcar e perder o voo, por falta de tempo hábil para passar por todas as etapas de segurança. Essa foi minha primeira vez em Israel e sempre ouvi falar da segurança nos aeroportos, mas nunca imaginei que seria tanto!! Ah, vale dizer que passageiro viajando de executiva tem prioridade na fila de segurança, então vale a pena! Primeiro você é entrevistado por um agente de segurança da El Al que também confere todos seus documentos. As perguntas são das mais variadas. Após a “entrevista” me levaram para um lugar no subsolo onde inspecionaram minha bolsa e mala de mão INTEIRA, além de checar meus sapatos por explosivos. Chega a ser invasivo, pois eles revistam e verificam ITEM POR ITEM para certificar que não há explosivos. Mas também não é à toa então temos que dar um desconto. As malas despachadas também passam novamente pelo raio-x e se acharem que houver necessidade, eles abrem ela e revistam tudo também! Aliás, na hora da entrevista, eles perguntam se sua mala possui cadeado ou código, e se você se importa em fornecer a chave ou senha, caso necessitem abrir. Não adianta negar, pois eles vão abrir do mesmo jeito kkk. O processo todo de “clearance” leva no mínimo uma hora, então preste atenção nos painéis de informação que irão avisar quando você deverá ir para o portão de embarque para começar o processo (geralmente 2 horas antes do voo). De fato, é uma viagem bem cansativa, mas prometo que você não irá se arrepender!

TRANSPORTE

Me informei antes de viajar então já sabia que era seguro pegar um taxi para o hotel do aeroporto em Tel-Aviv. Afinal, em Israel não existe Uber e o único aplicativo que funciona para taxis é o Gett Taxi, muito bom por sinal – baixem! O aplicativo funciona super bem em TLV e Jerusalém e permite o pagamento em cartão de crédito! Os taxis em Israel são super controlados e por lei possuem tarifas pré-determinadas, então você sempre pode calcular quanto irá custar o seu trajeto. Enquanto aguardava na fila aproveitei para calcular minha tarifa usando o site do próprio aeroporto (www.iaa.gov.il) e depois comparei com a tarifa que o taxista me passou…só para “ter certeza” kkk. Mas tem uma dica: a legislação permite que o passageiro opte entre a tarifa já determinada ou pelo taxímetro. Para longas distâncias compensa optar pela tarifa fixa, mas na cidade opte sempre pelo taxímetro, pois as distâncias são curtas!

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Minhas primeiras impressões não foram nada boas, pois minha mala não chegou!! Isso porque minha conexão era de quase 5 horas e mesmo assim alegaram que não tiveram tempo o suficiente para inspecioná-la e assegurar que não era uma “ameaça”. Já me notificaram no voo, antes de pousar, para minha alegria. Após passar a imigração em TLV, me direcionei ao balcão “Lost & Found” da El Al, onde fui atendida por uma mulher super grossa que mal falava inglês. Ela simplesmente informou que nada podia fazer e que eu deveria aguardar a mala chegar no dia seguinte, e me entregou uma “nécessaire” da companhia. Pelo menos ela era bem completa, com direito a pijama e tudo! Mesmo assim, vocês não imaginam meu mau humor tendo que lidar com tudo isso, em um país completamente estranho, após quase 24 horas de viagem! E para piorar a situação, quando cheguei no meu hotel, foi a maior decepção – enganação total!  Eu havia reservado o hotel Brown Beach House que supostamente era bom, e volta e meia figurava em rankings de sites e publicações respeitadas do turismo como os melhores hotéis boutiques do mundo. Mas esse é o problema de hotel boutique! É um perigo ficar nesses hotéis, pois eles são 8 ou 80. O hotel estava malcuidado, sujo, não tinha um restaurante ou coffee shop para comer ou beliscar algo estava faminta) e a região em volta era péssima! Sua localização supostamente era boa, no centro e de frente para a praia, mas nas palavras da minha guia, estava no “lixo de Tel-Aviv”! Muitos prédios velhos, destruídos e abandonados ao redor ou então construções e mais nada. O quarto também era deprimente e o tapete estava imundo! Não sou fresca e dificilmente erro na escolha do hotel, mas essa foi grave kkk! Não pensei duas vezes e troquei de hotel. Consegui ficar no hotel que era minha primeira opção, mas que na época que tentei reservei estava lotado. Do check-in em diante meu astral mudou completamente e eu finalmente comecei a curtir a cidade. Não tem jeito, pra mim hotel bom é essencial e faz a viagem!

O HOTEL

O The Norman é o melhor hotel da cidade na minha opinião, não é à toa que é badalado e vive lotado! O hotel tem excelente astral, os ambientes sociais são lindos, e o quarto é ótimo. A comida merece destaque: o café da manhã é delicioso e os premiados restaurantes The Norman e Dinings são muito frequentados pelos locais. O Library Bar também é point e oferece deliciosos drinks (amei o “Perfect Lady”). Apesar de ficar afastado da praia, gostei muito da sua localização na região influenciada pelo Bauhaus, onde os prédios estão todos restaurados. É um bairro bem bonito e o hotel fica perto de tudo. Eu diria que o único defeito do hotel é o barulho até 1am no prédio principal, então se puder escolher peça um quarto nos andares mais altos ou então no prédio anexo. Infelizmente a piscina do rooftop estava em manutenção durante minha estadia então não consegui tirar foto. Veja e saiba mais sobre o hotel aqui.

O SHABAT

Para complicar minha vida, eu ainda cheguei sem mala em Israel numa sexta-feira, dia que começa o Shabat. Ou seja, todo comércio já estava fechado e só reabria sábado à noite! Tive um leve momento de pânico, mas deu tudo certo hahaha então aqui vai outra dica: é preferível chegar aos domingos (a segunda-feira deles)! Planeje bem sua viagem levando em conta que o final de semana em Israel é de sexta a sábado, enquanto o nosso é de sábado a domingo. O Shabat e outros feriados judaicos iniciam-se antes do sol se pôr, e terminam 25 horas depois, mais ou menos uma hora após o pôr do sol do dia seguinte. Nas áreas judaicas e os arredores, a cidade fecha e a maioria dos encontros acontecem nas sinagogas ou em casas. Além do comércio, o transporte público não funciona no Shabat – a única solução é pegar um taxi. Mas Tel-Aviv é conhecida como a cidade “24/7” então muitos museus, cinemas, restaurantes e bares ainda permanecem abertos, só que ficam mais vazios naturalmente. Os serviços de emergência também funcionam normalmente. Minha guia foi uma santa e me levou no único shopping aberto aos sábados, O Fashion Arena, em Herzliya, sede da maioria das empresas de tecnologia. O motivo é interessante: a riqueza de Israel é concentrada entre TLV e o Norte, e consequentemente tem gente menos religiosa, por isso ainda é possível encontrar algumas lojas abertas. Já ao Sul fica a região mais pobre e religiosa do país como Jerusalém, onde tudo fecha mesmo.

JAFFA

Jaffa, Jafa, Yafo…chame como quiser essa charmosa municipalidade que foi incorporada a Tel-Aviv a partir de 1950. Com mais de 4 mil anos de história, a antiga cidade portuária de Israel (e uma das mais antigas do mundo) é uma graça! Durante o dia é imperdível passear pelo centro antigo de Jaffa e se perder entre as ruas charmosas e estreitas. São várias galerias de arte e uma arquitetura ímpar que ajudam a contar a história desse porto por onde muitas civilizações passaram, inclusive Napoleão! Foi um dos passeios que mais gostei de fazer em TLV. Jaffa fica à beira do Mar Mediterrâneo e possui uma das vistas mais deslumbrantes da orla de Tel-Aviv! O bairro hoje é um dos mais caros da cidade – morar aqui custa uma fortuna! Eu amei que as placas das ruas são todas azuis e verdes e com nome dos signos! As portas coloridas em tons de azul também dão um charme extra. Visite a Igreja de São Pedro. Na Ponte dos Desejos, reza a lenda que se colocarmos a mão em cima do nosso signo e fizermos um pedido olhando para o mar no horizonte, ele se realiza! Eu testei, vamos ver! Kkk. Depois vale descer para o antigo porto de Yafo onde há galpões com exposições de arte, restaurantes e cafés.

HAIFA

Haifa é o maior centro de high tech de Israel. Ela é considerada a cidade da paz e da coexistência, pois três religiões (judeus, cristãos e muçulmanos) são capazes de conviver pacificamente entre si aqui. Haifa é também a terceira maior cidade (depois de Jerusalém e Tel-Aviv respectivamente) e abriga o maior porto do país! Além disso, a cidade é conhecida pelos magníficos Jardins Ba’hai. Os Ba’hai Gardens na verdade são parte de um mausoléu gigantesco em homenagem ao “Babba”, fundador da religião Bahá’í que surgiu na antiga Pérsia muitos anos atrás. Essa é uma religião mundial independente e possui suas próprias leis e escrituras sagradas. Quando os turcos capturaram seu fundador, trouxeram ele para Israel onde ele permaneceu preso para o resto dos seus dias. Durante seu tempo aprisionado, ele escreveu sua filosofia. Antes de morrer ele pediu para ser enterrado no Monte Carmel (local sagrado na Bíblia), a região onde hoje fica a cidade de Haifa. Os jardins são sagrados e restritos aos adeptos da religião, então só conseguimos visitar uma pequena parte. Mas mesmo assim a vista do alto é maravilhosa e vale cada segundo!

CAESAREA

Caesarea foi construída por Herodes cerca de 25-13 AC. Situada entre Tel Aviv e Haifa, no litoral mediterrâneo, a cidade foi a capital portuária de Israel no período romano e foi a capital civil e militar da Judeia, tornando-se a residência oficial dos procuradores e governadores romanos. Apesar de não ser um Rei bem quisto, Herodes construiu muita coisa no seu tempo, inclusive a fortaleza de Masada. Ele não poupava dinheiro e vivia luxuosamente. Caesarea não poderia ser diferente – seu palácio lá foi construído em cima do mar e tinha até uma piscina decorativa. Nas fotos abaixo é possível ver o local da piscina. Achei incrível! Ele também construiu um aqueduto para suprir a cidade de água potável. Até hoje é possível ver os restos dos edifícios que abrigavam o Fórum e os banhos, além de um teatro que hoje possui capacidade para 2500 pessoas. O teatro de Caesarea na verdade foi uma espécie de mini Coliseu, com capacidade para 4 mil pessoas. Hoje vemos apenas o que restou da antiga cidade portuária depois que os Árabes chegaram destruindo e saqueando tudo.

É possível ver também os restos do povoado medieval da Cruzada, como os muros e o castelo. O último povo a morar nessa cidade medieval foram os refugiados da Bósnia. Quando Israel conquistou sua independência eles foram retirados, e suas casas hoje viraram lojinhas e restaurantes. Nessa mesma época arqueólogos começaram a escavar, portanto, todas as descobertas são relativamente novas. Estava tudo enterrado até pouco tempo atrás, como é o caso da pedra de Pôncio Pilatos. Hoje além de ter um parque nacional de arqueologia, Caesarea engloba uma cidade moderna e próspera na região litorânea de Israel, com um dos maiores poderes aquisitivos do Estado. Além de belíssimas casas, a cidade possui até campo de golfe!

NEVE TZEDEK

Neve Tzedek é um bairro chic e sofisticado que foi todo restaurado. É também um dos bairros mais caros da cidade! Aqui você não encontra prédios altos, apenas casinhas charmosas e ruas floridas! Vale passear pelo bairro sem pressa, e entrar nas diversas lojas de designers e estilistas locais. Portanto lembrem: não adianta passear por aqui sexta à tarde ou sábado, pois o comércio estará fechado e essa é a graça do bairro! Faça uma pausa para sorvete no Anita ou belisque alguma coisa na Dellal Bakery.

HA CARMEL MARKET

O Mercado Carmel (“Shuk HaCarmel”) é o maior mercado da cidade e fica no centro de Tel-Aviv. Apesar do tamanho, é fácil de navegar: o mercado ocupa apenas uma rua que desce para o sul a partir da junção das ruas Allenby, Sheinkin e King George Street. Vibrante e colorido, aqui você encontra de tudo, desde roupas até especiarias, frutas e eletrônicos. A mercadoria é dividida em seções com eletrônicos em uma ponta e alimentos frescos na outra. Eu adorei passear pelas barraquinhas e ver as guloseimas locais. Até fiz umas comprinhas kkk. Recomendo super! O Mercado Carmel abre de domingo a sexta, fechando mais cedo na sexta-feira por causa do Shabat.

NAHALAT BINYAMIN

Esse é o nome da rua dos tecidos!! Aqui você encontra lojas e mais lojas vendendo centenas de tecidos em todas as cores e estampas! Pessoas do métier vão se sentir no paraíso! Kkk. O destaque da rua é uma loja que tricota absolutamente tudo: um banco, poste, bicicleta e até palmeiras! Vale a pena passar na frente para conferir.

MERCADO DE PULGAS EM JAFFA

Shuk HaPishpushim” em Jaffa é nada mais do que um mercado de pulgas a céu aberto que abrange várias ruas do centrinho. Aqui você encontra bastante “tralha”, mas as lojinhas são rodeadas de galerias e cafés descolados como o Farouk Bashouk e o Shaked Express. Não deixe de provar um “sambusak” de Nutella na centenária padaria Abulafia, localizada ao lado da Torre do Relógio!

LEVINSKI MARKET

O mercado é conhecido, mas sinceramente, não me impressionou!! Talvez porque fui antes nos outros que achei bem mais interessantes. O Levinski Market é um quadrilátero de lojas, composto por algumas esquinas. Aqui você encontra algumas quinquilharias, além de temperos, nozes, etc…nada diferente do que você vai ver no Mercado Carmel ou em Jaffa. Eu pularia!

ROTHSCHILD

A Rothschild é umas das principais avenidas de Tel-Aviv e possui uma grande concentração de restaurantes e quiosques. A Rothschild também concentra uma série de bares descolados e animados. O melhor bar da cidade fica ao lado do Institut Français, mas não tem nome (veja na foto abaixo)! O bar é vizinho de muro do n° 14 da Avenida. Aliás, os dois cafés do Institut Français (como o DA DA & DA) são super badalados. Bem na frente fica o quiosque Susu & Sons, conhecido por ter o melhor sanduíche da cidade! Se bater uma vontade de comer um doce, pare na Max Brenner Chocolate House. Você provavelmente já ouviu falar nesse lugar, mas assim como eu, deve associar a marca com NYC. O que eu não sabia é que a marca é israelense!

A parte que termina no Habima Square é mais residencial e toda arborizada. Ciclovias, bancos e mini-playgrounds compõem o cenário. Eu achei a arquitetura dos prédios nessa parte da cidade super interessante – a maior parte foram restaurados e mantiveram o estilo Art Déco dos anos 50 e 60. Me fez lembrar muito South Beach, em Miami. A praça Habima Square é ponto de encontro de locais, e também ponto de partida de manifestações na cidade.

SARONA MARKET

O Sarona Market é um food hall novo incrível cheia de lojas vendendo todos os tipos de comidas. Tem até uma loja da marca francesa Fauchon! Faça uma pausa para o almoço aqui e eleja um dos diversos quiosques servindo comida: massas, sushi bar, ramen bar, carnes, frutos do mar, doces, etc. O quiosque de ramen é famoso, mas acabei comendo no Fiori Pasta Bar. Estava ótimo. Além do mercado interno, tem a parte externa do Sarona que é composta de casinhas com lojas e restaurantes ao ar livre com jardins. Muito simpático, adorei conhecer!

O PORTO

Eu amei o porto novo de Tel-Aviv! O “boardwalk” de madeira é lindo, parece cena de filme! No final do dia, ao entardecer, é comum ver os locais pedalando ou correndo por aqui. Os armazéns abrigam várias lojas, restaurantes e cafés, como o Aroma e a filial da Abulafia. O restaurante Julia tem localização estratégica e a graça é vim no final do dia, sentar no deck e assistir ao pôr do sol – de manhã não vai ter ninguém! Às sextas e sábados o porto lota! Prove um suco fresco no Mercado do Porto. Atenção: esse mercado fecha aos domingos. Nas paredes dos armazéns você quase sempre encontra murais de street art #instafriendly! Hahaha

A PRAIA

A praia de Tel-Aviv tem pouco mais de 4km de extensão. Ao contrário do que pensava, por ver diversos nomes nas redes sociais, a praia é uma só. Os diferentes nomes são dados de acordo com as ruas paralelas que terminam na praia ou até nomes dos hotéis. Por exemplo: Frishman Beach, Gordo Beach, Hilton Beach, etc. O calçadão da praia é BÁRBARO e foi inteiramente reformado agora. Está lindo! Eles instalaram alguns mirantes em pontos estratégicos para apreciar o pôr do sol. Além de bancos, instalaram sobrinhas que parecem cogumelos hahaha achei demais! Essa parte da praia representa sem dúvida o lado moderno do país. Impossível não lembrar do Rio de Janeiro. O Brasil bem que podia se inspirar e fazer igual né?! Passeio imperdível caminhar (ou pedalar) a orla inteira! Comece pelo porto novo e vai indo até terminar em Jaffa! Em Frishman Beach vale ver a instalação permanente em homenagem aos judeus que morreram tentando imigrar ilegalmente para Israel.

OS RESTAURANTES

Fiquei em Tel-Aviv apenas três noites e por causa do fuso e do stress inicial, não conseguir ir em muitos restaurantes. Tel-Aviv é a capital gourmet do país e é conhecida por oferecer diversos restaurantes de comida vegana e vegetariana. Além da minha guia, vários amigos recomendaram diversos restaurantes que vou dividir com vocês! Na primeira noite fui vencida pelo cansaço e pedi room service no quarto – era tudo que eu queria kkkk. Na segunda noite jantei no Popina em Neve Tzedek. Como era Shabat o restaurante estava um pouco vazio então faltou um pouco de ambiente. Mas a comida estava excelente: comi um ravióli recheado de geléia de abóbora com foie gras e uma espuma trufada de amêndoas! De sobremesa me joguei no suflê de chocolate. Na terceira noite jantei no hotel, no conceituado restaurante que leva o mesmo nome – The Norman. No sábado fiz um late lunch no delicioso restaurante Helena em Caesarea. Todos os pratos estavam super saborosos mas a focaccia caseira que pedimos de entrada foi o destaque! No domingo, como mencionei acima, almocei no Sarona Market.

Mais opções: Zepra e Taizu (asiáticos), Mashya (hotspot com cozinha contemporânea), Montefiore (no badalado Hotel Montefiore ao lado do The Norman), Manta Ray (para frutos do mar), Tyo (sushi), Claro (ambiente mais jovem), Café Noir (bistrô) e o hotspot Shila. Além desses tem o restaurante mais comentado do momento, o OCD, que possui apenas um balcão em forma de L com lugar para 19 pessoas.  O Port Said serve “israeli street food” e pertence ao estrelado chef do restaurante Ha Salon. Para quem gosta de uma experiência mais local, não deixe de sentar no balcão do Dabush e provar o melhor “shawarma” de Israel! No Itzik Hagadol você encontra diferentes tipos de carne grelhadas, tipo BBQ. Aliás, os carnívoros podem se interessar pelo restaurante A Place For Meat, em Neve Tzedek – o lugar vive cheio! E por último, para um café da manhã campeão, tente conseguir uma mesa no Benedict! Como vocês podem ver, o que não falta em Tel-Aviv é opção! Kkk

AS LOJAS

O comércio em TLV abre de domingo à sexta. As lojas costumam abrir entre 9 -10h e fecham entre 19-21h. Na sexta-feira tudo fecha mais cedo por conta do Shabat. As lojas de Neve Tzedek são as melhores e a rua principal de compras é a Shabazi. Aqui você encontra loja de óculos de sol descolados, loja para criar seu próprio perfume, entre outras. Para importados, visite as multimarcas Amor Boutique e Fashion Factory. Vale dar uma olhada nas lojas do Porto, do Sarona Market e o First Station. O melhor lugar para comprar souvenirs e presentinhos é o Mercado Carmel! Se quiser comprar temperos e produtos típicos, vá no mercado interno do Sarona Market ou no recém-inaugurado food hall Rothschild Allenby. E já que estamos em Israel, você pode fazer compras na Castro e na Carolina Lemke, marcas nacionais que pertencem à top model Israelenese Bar Refaeli.

IMPRESSÕES GERAIS

Apesar de ser a segunda maior cidade de Israel, Tel-Aviv é pequena. Sua arquitetura anos 50 e influências do Bauhaus lhe renderam o apelido de Cidade Branca. A cidade é super jovem e animada: um terço da população tem entre 18-25 anos e há um bar para cada 231 habitantes! O próprio nome Tel-Aviv significa a mistura do antigo com o novo. Achei o clima acolhedor, afinal, tudo é muito informal. O tempo também ajuda: são mais de 300 dias de sol por ano, e quase não faz frio! Ideal para jovens e fãs do esporte, TLV possui mais de 150 km de ciclovias e 180 estações de bikes para aluguel. A praia é dividida conforme sua preferência: sexual, religiosa, para surfistas, para cachorros, etc. A cidade de Tel-Aviv no fundo é isso: cosmopolita, gourmet, animada, democrática, liberal, moderna e cheia de contrastes ao mesmo tempo! Gostei muito! Com relação à Israel, apesar do país também ser muito pequeno, assim como TLV, ele possui MUITOS lugares para se conhecer e todos valem a pena. O bom é que as distâncias são curtas então com um carro, é possível conhecer mais de um lugar por dia! E mesmo com as curtas distâncias, cada lugar é bem distinto do outro, tornando tudo imperdível hahaha. Para quem vem pela primeira vez, aconselho a conhecer os pontos turísticos mais famosos – foi o que eu resolvi fazer, e mesmo deixando de ver muita coisa, consegui ter uma visão geral do país. Valeu!

MELHOR MOMENTO: Assistir ao pôr do sol no Porto e na praia.

NÃO CONSIGO PARAR DE PENSAR EM: Jaffa e suas portas coloridas!

PRATOS PREDILETOS: A focaccia do restaurante Helena, em Caesarea, e o French Toast do café da manhã no The Norman.

O QUE BEBER AONDE: Um “Perfect Lady” no bar do hotel The Norman. Para uma noite mais animada, vá no badalado rooftop bar Speakeasy, ou no Imperial Cocktail Bar.

COMPREI: Roupas na Fashion Factory, pois estava sem mala, e capinhas de Iphone no Mercado Carmel.

FATO SURPREENDENTE: Quase ninguém usa kippa em Tel-Aviv! Durante os três dias que estive na cidade, se eu vi três pessoas usando foi muito! Me surpreendeu porque tinha outra imagem de Israel. A minha guia explicou que as pessoas menos religiosas fugiram para TLV, enquanto os mais religiosos ainda moram em Jerusalém, a Cidade Santa.

IMPERDÍVEL: Tomar um suco natural de frutas feito na hora ou um picolé no Tamara.

ONDE FICARThe Norman, sem sombra de dúvida. É o melhor hotel da cidade. O Hilton é uma boa opção e sai bem mais em conta. Sua localização é excelente, de frente para a praia, entre a marina e o porto. Minha guia recomendou muito o hotel Alexander, que fica ao lado do Hilton. Aparentemente ele tem um excelente custo benefício pela sua localização desejável. A região de ambos hotéis foi toda restaurada então está bem bacana! Eu definitivamente NÃO recomendo hospedar-se no Brown Beach House, e consequentemente, em nenhum outro hotel do mesmo grupo, como o The Poli House e o Brown Urban! O hotel O hotel The Market House é bem bonito, mas fica em Yafo. Não sei se acho essa região uma localização boa, pois você fica um pouco afastado do centro da cidade. Entretanto, novos hotéis estão abrindo na região (um Setai e W Residences) e acredito que mais para a frente essa região vai se revitalizar e hospedar-se em Yafo vai virar moda!

QUANDO IR: Sendo uma cidade de praia, o legal é ir durante o verão, quando os dias duram mais, o agito corre solto e o pôr do sol fica mágico. Mas vale lembrar que nos meses de junho a agosto faz MUITO calor e as temperaturas são extremamente altas. Estamos falando de mais de 40°…não é pra todo mundo! No verão o movimento aumenta bastante, aumentando também os preços. O inverno não é uma época ruim, pois em Tel-Aviv quase não faz frio, porém escurece muito cedo! Eu fui em março, no final do inverno, e achei ótimo – nem muito frio e nem muito quente. Recomendaria ir então durante a primavera, entre os meses de março e junho, antes que as temperaturas subam pelo teto!

O QUE LEVAR NA MALA: Depende da época é claro! No inverno, basta colocar algumas camadas, um casaco de couro, e um cachecol para se proteger! Mas sempre gosto de olhar a previsão tempo antes de viajar! Na dúvida, coloca um casaco mais quentinho na mala também! No calor, roupas leves e de praia. Tel-Aviv é uma cidade plana, mas caminha-se MUITO, então traga sapatos confortáveis e muita disposição! É importante lembrar também que você provavelmente irá visitar lugares considerados sagrados por alguma religião, então leve um lenço ou pashmina para se cobrir, e evite roupas muito curtas, Justas ou transparentes, por uma questão de respeito e bom senso. E por último, minha lição nessa viagem: leve pelo menos uma troca de roupa na sua mala de mão caso sua mala não chegue!! Kkk

DICAS EXTRAS 

Brasileiros não precisam de visto para entrar em Israel. A única exigência é que o passaporte tenha uma validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada no país. Se você pretende visitar países árabes depois de Israel, não se preocupe quanto ao carimbo – no aeroporto, na chegada, eles emitem um cartão de papel que é seu visto temporário válido por um mês. Esse cartão deve ser guardado e serve como uma “identidade” durante sua estadia. Na saída eles emitem um outro cartão que é sua “permissão” para sair do país.

Alguns me perguntaram se Israel era seguro – o país é super seguro!! Vemos muitos soldados pelas ruas o tempo todo. Alguns a caminho de casa, da base, outros de plantão, mas sempre tem muitos pelas ruas! Nem tanto em Tel-Aviv, mas não estranhe se você for revistado na entrada de algum lugar. Lá é super normal.

O país é super avançado tecnologicamente então o telefone pega super bem! A minha operadora é VIVO e tive excelente sinal o tempo todo. A maioria dos restaurantes, cafés e hotéis, também oferecem Wi-Fi gratuito.

A moeda local é o Shekel. Em comparação ao Dólar, o Israeli Shekel (ILS) está aproximadamente 3,60. O ILS é um pouco mais desvalorizado que o Real. Prefira levar USD do que Euros, pois eles preferem! Para os Israelitas, USD e EUR são a mesma coisa, então você sai perdendo. Recomendo também trocar dinheiro logo na chegada para não perder no câmbio do troco local, ou então leve um cartão de crédito internacional para sacar dinheiro no caixa eletrônico. Existem várias casas de câmbio pela cidade.

HEBRAICO BÁSICO

A palavra que mais ouvi na viagem inteira foi “Ken”. Muitas vezes ela é falada duas vezes em seguida – “Ken Ken”. Para não viajar na maionese como eu hahaha separei algumas palavras básicas para auxiliar vocês na viagem!

Hebraico Básico

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